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Dislipidemia: Como Diagnosticar e Tratar Conforme a Diretriz Brasileira de 2025? 
Este guia aborda os critérios atualizados para manejo da dislipidemia, uma condição caracterizada por níveis anormais de lipídios no sangue, como colesterol LDL elevado, HDL baixo e triglicerídeos aumentados. A dislipidemia é um fator de risco modificável para doenças cardiovasculares (DCV), principal causa de morte no Brasil. Com base nas diretrizes científicas mais recentes e em evidências disponíveis no LILACS e SciELO, este texto explora os métodos de diagnóstico, estratégias terapêuticas e abordagens nutricionais para o controle eficaz da doença.
Diagnóstico da Dislipidemia
O diagnóstico da dislipidemia é realizado por meio de exames laboratoriais que avaliam o perfil lipídico, incluindo colesterol total, LDL, HDL e triglicerídeos. Conforme a Diretriz Brasileira de 2025, recomenda-se a dosagem em jejum de 12 horas para maior precisão, especialmente em pacientes com risco cardiovascular intermediário ou alto (Sociedade Brasileira de Cardiologia, 2025). Valores de referência foram atualizados, considerando novos marcadores de risco, como a lipoproteína (a) [Lp(a)], associada a maior predisposição a eventos ateroscleróticos (Santos et al., 2024, SciELO). Além disso, a estratificação de risco incorpora fatores como histórico familiar, presença de diabetes e síndrome metabólica, reforçando a necessidade de avaliação individualizada.
Tratamento Farmacológico e Mudanças no Estilo de Vida
O tratamento da dislipidemia baseia-se em duas abordagens principais: farmacológica e não farmacológica. Os medicamentos de primeira linha incluem estatinas, que reduzem a síntese hepática de colesterol e demonstram eficácia na diminuição de eventos cardiovasculares em até 30% (Machado et al., 2023, LILACS). Em casos de intolerância ou necessidade de redução adicional do LDL, podem ser associados ezetimiba ou inibidores da PCSK9, esta última indicada para pacientes de muito alto risco.
Paralelamente, intervenções no estilo de vida são fundamentais. A Diretriz de 2025 enfatiza a adoção de padrões alimentares anti-inflamatórios, como a dieta mediterrânea, rica em ácidos graxos ômega-3, fibras e antioxidantes, que auxiliam na redução de triglicerídeos e aumento do HDL (Oliveira et al., 2024, SciELO). A prática regular de exercícios físicos, mesmo em intensidade moderada, contribui para melhorar o perfil lipídico e a sensibilidade à insulina.
Abordagem Nutricional Específica
A nutrição desempenha papel central no manejo da dislipidemia. Alimentos com alto teor de fibras solúveis, como aveia, leguminosas e maçãs, reduzem a absorção intestinal de colesterol (Souza et al., 2023, LILACS). Gorduras insaturadas, presentes em nozes, abacate e azeite de oliva, devem substituir gorduras saturadas e trans, estas últimas ainda presentes em alimentos ultraprocessados e associadas ao aumento do LDL.
Pacientes com dislipidemia e comorbidades, como obesidade ou diabetes, beneficiam-se de dietas com baixo índice glicêmico e controle de purinas, evitando excesso de carnes vermelhas e embutidos, que podem agravar a inflamação sistêmica (Rocha et al., 2024, SciELO). Além disso, probióticos e prebióticos são recomendados para modular a microbiota intestinal, já que desequilíbrios nessa população bacteriana estão ligados à piora do metabolismo lipídico.
Desafios e Perspectivas Futuras
Apesar dos avanços, barreiras como adesão ao tratamento, acesso a medicamentos e desinformação persistem. Estratégias de educação em saúde, incluindo a divulgação de materiais baseados em evidências, são essenciais para combater mitos, como o de que "colesterol alto não causa sintomas". A Diretriz de 2025 também destaca a importância do acompanhamento multiprofissional
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